Escrevo em poucas palavras o que me aconteceu esses dias e trago um desabafo e uma indignação para quem visualiza meu espaço de discussão. Escolhi namorar moças não-cadeirantes e expus essa minha preferência em uma comunidade do Orkut. Abri-me e expus minha intimidade, até aí cometi erros e sei que posso ter sido ingênuo. Mas como achei que na comunidade haveria espaço para uma discussão saudável e madura, me abrir dessa forma. Quais foram as conseqüências desse comportamento inadvertido, porém sincero e transparente? Fui chamado de arrogante, preconceituoso entre outros estereótipos. Fiquei arrasado e recorri a escrever um texto mais intelectual e maduro para tentar reparar o mal entendido. Fui novamente rechaçado. Consideraram-me pseudo-intelectual e de arrogante, além de imaturo e infantil.
O Orkut não é um espaço para discussões respeitosas e maduras? Até que ponto podemos confiar neste espaço de diversidade? Passei a desconfiar mais da diversidade e das pessoas que freqüentam as comunidades do Orkut. Temos que tomar certos cuidados quando expomos nossas preferências, intimidades e outras manifestações tão pessoais de nossos mundos privados e de nossa existência peculiar. Podemos entrar em nossas próprias armadilhas e nossas próprias pretensões e desejos. O julgamento dos demais membros da comunidade e o nosso ambos passam influenciaram a percepção que tínhamos uns dos outros. Manifestações infantis, falta de respeito e mal entendidos foram desnecessários, pois poderíamos ter sido mais autênticos.
Fica esse questionamento para todos.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
escolhi
as escolhas que fizemos ao longo de nossa vida são nossas, apenas nossa
se escolhemos ser artistas, essa é nossa arte
se palhaços, essa é noça palhaçada
emfim, somos senhores de nosso próprio destino
não cabe a ninguém julgar minhas escolhas
como cadeirante posso dizer que fiz e ainda faço escolhas de que me arrependo
mas ninguém pode me julgar por minhas escolhas
escolhi namorar moças nao cadeirantes, não por arrogância, mas por uma escolha que fiz
todos nós escolhemos
não é?
de Otávio
se escolhemos ser artistas, essa é nossa arte
se palhaços, essa é noça palhaçada
emfim, somos senhores de nosso próprio destino
não cabe a ninguém julgar minhas escolhas
como cadeirante posso dizer que fiz e ainda faço escolhas de que me arrependo
mas ninguém pode me julgar por minhas escolhas
escolhi namorar moças nao cadeirantes, não por arrogância, mas por uma escolha que fiz
todos nós escolhemos
não é?
de Otávio
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Olá,estou a um tempo sem aparecer,e quero agradecer ao Otávio pela postagem e dizer que estamos juntos nessa,Otávio terminou a faculdade de Psicologia e está tentando fazer o estágio mas pelo que vi nesse campo também enfrentamos dificuldades ... Passei só pra agradecer,e dizer também que estou muito feliz com a exibição de Viver a Vida,novela da Rede Globo que está retratando grande parte das dificuldades da vida de um Deficiente e não só isso,está mostrando sobre a vida sexual,sobre o quanto é normal ser diferente,sobre os banheiros adaptados,sobre os provadores pequenos nas lojas,cadeiras anfíbias,aparelhos no geral adaptados,e muito mais,é bom ver uma novela que é vista internacionalmente falando e mostrando com clareza um assunto tão importante que é de interesse de milhões de pessoas em todo mundo ...
Beijoss!
Marcele
Beijoss!
Marcele
sábado, 17 de abril de 2010
Descaso universitário- de Otávio Naves Micheloto
Olá para todos que leem esse blog;
Quero dizer que essa semana não tem sido fácil para mim, principalmente por ter que lidar com uma forma de discriminação mascarada. Terça desta semana recebi a notícia de que minha supervisora de estágio estava doente e que não haveria continuidade de nosso estágio na área da inclusão. Ao invés de terem me avisado o ocorrido, esperei 20 dias para receber a notícia. Era de 15 dias o tempo que a supervisora disse que iria se ausentar das atividade do estágio. fui à coordenação do curso de Psicologia e questionei minha situação, mas não obtive respostas. a coordenadora disse que iriai reunir para discutir a situação. Fiquei de ser avisado no dia seguinte, mas a reposta demorou muito para chegar até mim. tentei ligar para a universidade, mas desligaram na minha cara, um descaso por sinal. Perguntamos para a responsável pela divulgação de estágios se havia uma lei que amparava estagiários em final de curso para terem vagas em estágios. Ela respondeu que não. A supervisora não gostou de disponibilizar parte de seu tempo "precioso" para dar explicações sobre o ocorrido. essa mesma situação é um exemplo de uma série de descasos para com estudantes com necessidades educacionais, a não consideração do fornecimento de informações. Assim, há o atraso de fornecimento de respostas aos problemas e dificuldades acadêmicas de alunos com deficiência.
Otávio
Otávio
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