segunda-feira, 9 de agosto de 2010

indignação

Escrevo em poucas palavras o que me aconteceu esses dias e trago um desabafo e uma indignação para quem visualiza meu espaço de discussão. Escolhi namorar moças não-cadeirantes e expus essa minha preferência em uma comunidade do Orkut. Abri-me e expus minha intimidade, até aí cometi erros e sei que posso ter sido ingênuo. Mas como achei que na comunidade haveria espaço para uma discussão saudável e madura, me abrir dessa forma. Quais foram as conseqüências desse comportamento inadvertido, porém sincero e transparente? Fui chamado de arrogante, preconceituoso entre outros estereótipos. Fiquei arrasado e recorri a escrever um texto mais intelectual e maduro para tentar reparar o mal entendido. Fui novamente rechaçado. Consideraram-me pseudo-intelectual e de arrogante, além de imaturo e infantil.
O Orkut não é um espaço para discussões respeitosas e maduras? Até que ponto podemos confiar neste espaço de diversidade? Passei a desconfiar mais da diversidade e das pessoas que freqüentam as comunidades do Orkut. Temos que tomar certos cuidados quando expomos nossas preferências, intimidades e outras manifestações tão pessoais de nossos mundos privados e de nossa existência peculiar. Podemos entrar em nossas próprias armadilhas e nossas próprias pretensões e desejos. O julgamento dos demais membros da comunidade e o nosso ambos passam influenciaram a percepção que tínhamos uns dos outros. Manifestações infantis, falta de respeito e mal entendidos foram desnecessários, pois poderíamos ter sido mais autênticos.
Fica esse questionamento para todos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

escolhi

as escolhas que fizemos ao longo de nossa vida são nossas, apenas nossa
se escolhemos ser artistas, essa é nossa arte
se palhaços, essa é noça palhaçada
emfim, somos senhores de nosso próprio destino
não cabe a ninguém julgar minhas escolhas
como cadeirante posso dizer que fiz e ainda faço escolhas de que me arrependo
mas ninguém pode me julgar por minhas escolhas
escolhi namorar moças nao cadeirantes, não por arrogância, mas por uma escolha que fiz
todos nós escolhemos
não é?

de Otávio

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Olá,estou a um tempo sem aparecer,e quero agradecer ao Otávio pela postagem e dizer que estamos juntos nessa,Otávio terminou a faculdade de Psicologia e está tentando fazer o estágio mas pelo que vi nesse campo também enfrentamos dificuldades ... Passei só pra agradecer,e dizer também que estou muito feliz com a exibição de Viver a Vida,novela da Rede Globo que está retratando grande parte das dificuldades da vida de um Deficiente e não só isso,está mostrando sobre a vida sexual,sobre o quanto é normal ser diferente,sobre os banheiros adaptados,sobre os provadores pequenos nas lojas,cadeiras anfíbias,aparelhos no geral adaptados,e muito mais,é bom ver uma novela que é vista internacionalmente falando e mostrando com clareza um assunto tão importante que é de interesse de milhões de pessoas em todo mundo ...
Beijoss!
Marcele

sábado, 17 de abril de 2010

Descaso universitário- de Otávio Naves Micheloto

Olá para todos que leem esse blog;

Quero dizer que essa semana não tem sido fácil para mim, principalmente por ter que lidar com uma forma de discriminação mascarada. Terça desta semana recebi a notícia de que minha supervisora de estágio estava doente e que não haveria continuidade de nosso estágio na área da inclusão. Ao invés de terem me avisado o ocorrido, esperei 20 dias para receber a notícia. Era de 15 dias o tempo que a supervisora disse que iria se ausentar das atividade do estágio. fui à coordenação do curso de Psicologia e questionei minha situação, mas não obtive respostas. a coordenadora disse que iriai reunir para discutir a situação. Fiquei de ser avisado no dia seguinte, mas a reposta demorou muito para chegar até mim. tentei ligar para a universidade, mas desligaram na minha cara, um descaso por sinal. Perguntamos para a responsável pela divulgação de estágios se havia uma lei que amparava estagiários em final de curso para terem vagas em estágios. Ela respondeu que não. A supervisora não gostou de disponibilizar parte de seu tempo "precioso" para dar explicações sobre o ocorrido. essa mesma situação é um exemplo de uma série de descasos para com estudantes com necessidades educacionais, a não consideração do fornecimento de informações. Assim, há o atraso de fornecimento de respostas aos problemas e dificuldades acadêmicas de alunos com deficiência.

Otávio

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

=)

Pra algumas pessoas é difícil entender o modo de vida de uma pessoa com limitações.Muitas das vezes,ouço : Como você é esforçada,com todos os "problemas" , encontra forças e prospera . Mas é simples, o meu modo de vida,eu não me vejo em uma cadeira de rodas,eu me vejo como um ser-humano que tem sede de vida,talvez porque acredite na igualdade e vivencie isso dentro de mim. Encontro superação em meus amigos que veem tudo com muita naturalidade,em minha família que sempre me ensinou a viver sem me importar com algumas dificuldades e principalmente em minha filosofia Kardecista .
O que quero é que dentro de todas as formas de vida ,eu esteja incluída,talvez porque seja direito de todos nós,e porque sendo uma pessoa com sentimentos,não quero me frustar frente aos meus objetivos e eu sei que nem sempre,principalmente nesse País,é possível estar inclusa em tudo,mas eu não quero morrer na praia,quero poder usufruir do transporte(o que ainda não me dá total liberdade).Pois já usufruo da educação como todos ,da moradia,mas ainda faltam rampas em muitos lugares,adaptações para deficientes auditivos e visuais em muitos estabelecimentos,pessoas solidárias que se preocupem com essa causa,etc.
Gostaria de ficar aqui falando de tudo que ainda é de direito e de NECESSIDADE,mas gastaria muito tempo .
Só quero que se tenha uma consciência maior sobre esse aspecto,não ignorando outros grandes transtornos do nosso Brasil,mas ressaltando o dos portadores de necessidades especiais .
Marcele

domingo, 27 de dezembro de 2009

.

É um direito de todos nós a liberdade de locomoção,o engraçado é que na teoria é tudo muito bonito,como está na Declaração de Direitos das Pessoas com Deficiência aprovada pela ONU: Que possuímos o direito inerente de respeito por nossa dignidade humana . E onde está esse respeito ? Quando ferem minha dignidade ao me deixarem constrangida frente a tantas situações ridículas,sem poder ir aos lugares,sem poder ter o gosto da liberdade mas NÃO por falta de veículos,porque ônibus adaptados não faltam,o que falta é o RESPEITO,e a vontade de ajudar,ou mesmo de cumprir com a lei,que os obriga a me dár suporte,MAS NÃO,eles só me dão esse suporte quando tem uma autoridade no meio,quando podem levar uma multa,então decidem levantar o traseiro do banco e apertar um simples botãozinho.Isso é desumano,mas não vou falar de humanidade frente a alguns motoristas e empresas de ônibus,não generalizando ,mas falando pelo que eu ja passei umas 5 vezes. A sensação é de impotência,é de revolta,mas eu quero e eu vou mudar isso .
Marcele

Desrespeito

O ônibus é o grando problema que enfrento .
É impressionante ! Eu já tive vários problemas,por exemplo a primeira vez que tentei pegar um ônibus pra Barra(882) foi um martírio e em vão,cheguei no ponto e esperei durante 1 h,espera inútil porque não apareceu nenhum ônibus adaptado , mesmo meu Pai tendo ligado pra Empresa(Pégaso) e sendo informado que teriam 4 ônibus em circulação adaptados,uma mentirada brabíssima.
Então decidi ir de carro mesmo porque o meu passeio já tinha atrasado bastante.
Na volta tentei vir de ônibus e por sinal desta vez ele apareceu,só que o motorista alegou que estava sem a chave do elevador e não tinha como ligar o mecanismo ,fiquei a pé na Barra da Tijuca as 20 h da noite,e tive que pegar um Táxi no valor de R$70,00,ou eu ficaria lá até aparecer um bendito ,coisa que realmente era impossível .
Das outras tentativas, aconteceram A MESMA coisa,e pra se ter uma idéia esse descaso só acontece aqui na Zona Oeste porque quando vou para Zona Sul,não enfrento nada do tipo,consigo pegar ônibus perfeitamente.
O ultimo constragimento foi ontem,dia :26/12/2009,quando tentei pegar um ônibus da Barra para Bangu e tive a resposta de 2 deles,que não tinham a chave do elevador DE NOVO,tive assim então que chamar a Polícia,e adivinhem ? Com o Policial ,finalmente o motorista resolveu descer e me colocar pra dentro,ligando subtamente o elevador,será que foi mágica ?
Marcele